domingo, 9 de abril de 2017

A Morte da Masculinidade - Para Onde Foram Todos os Homens?

Autor: John Stonestreet.
Link do Original: http://www.cnsnews.com/commentary/john-stonestreet/death-masculinity-where-have-all-men-gone



"Para onde foram todos os Homens?" Grande parte das pessoas que fazem essa pergunta está procurando respostas nos lugares mais errados.

Será que estamos no meio de uma crise de masculinidade? Em artigos publicados recentemente, dois escritores cristãos ofereceram respostas muito diferentes a esta pergunta. No periódico "National Review", David French lamenta uma nova estatística que mostra que os homens jovens de hoje são - fisicamente falando - a geração mais fraca na história.

Ele escreve: "Se você é da geração 'milênio' (nascida por volta da virada do século XX para o século XXI), seu pai é mais forte do que você. Na verdade, você pode nem mesmo ser mais forte do que as moças da sua geração. (...) A própria idéia de trabalho manual é estranha para você, e se lhe pedirem para ajudar a construir, por exemplo, uma varanda dos fundos, tal tarefa iria esgotá-lo até o limite da exaustão. Bem vindo à nova realidade pós-masculina."[1]

Respondendo à David French em uma coluna na Religions News Service [2], Chandler Epp argumentou que é equivocada a idéia de que a masculinidade é equivalente a força física.

"As noções cristãs populares de masculinidade", escreve ele, "envergonham, repelem e arruinam muitos meninos e homens jovens que não conseguem cumprir essas normas" e que não gravitam em direção a "comportamentos" típicos "masculinos". Ele conclui que "temos de recuperar a ideia de que a marca de um verdadeiro homem é a sua força moral, não a sua força física." [2]

Ora, eu conheço pessoalmente tanto Chandler Epp quanto David French e tenho muito respeito pelos dois. Na verdade, ambos demonstram que tipo de força moral Chandler fala em sua peça.

Para Chandler é certo que quando a maioria das pessoas pergunta "Onde estão todos os homens?", o que eles querem dizer é algo como: "onde estão todos os lenhadores?" Eles querem saber por que tão poucos homens nos dias de hoje podem realizar proezas de força, construir suas casas próprias ou consertar carros sem a necessidade um mecânico.

Houve um tempo em que esses tipos de habilidades foram cruciais para o cumprimento do mandato da Criação. Expressar a imagem de Deus para a maioria dos homens na história significava ser capaz de caçar, de produzir alimentos agrícolas ou de manter um fogo na lareira. E eu fico grato a cada dia por aqueles que, como o meu pai, que ainda fazem esse tipo de trabalho. Mas a época da força bruta é, de muitas maneiras, passado, e seria o fim do argumento se víssemos com o passar dos anos um aumento correspondente na manifestação de outros tipos de força menos tangíveis como coragem moral, fortaleza, liderança, e uma disposição para o sacrifício.

Mas não estamos vendo. Muito pelo contrário, como uma questão de fato. A maioria dos homens hoje não é apenas fisicamente mais fraca em relação a homens das gerações anteriores. Eles são mais fracos como pessoas: homens atingidos com "síndrome de Peter Pan", nunca deixando a adolescência; "espaços seguros" nos campi universitários que protegem perpetuamente frágeis "vítimas oprimidas" do debate sério; a cultura coletivista e o vício da pornografia substituindo a cavalaria; e a revolução sexual promulgada através da mídia, educação, e agora pela lei de que não existem coisas como macho e fêmea. O que estamos vendo não é uma expressão diferente da masculinidade adaptada às novas realidades culturais. O que estamos vendo é a não-masculinidade total.

A masculinidade real pode ser vista em Greg Thornbury, presidente do King's College em Nova York, que tem um porte corporal que não vejo desde a 8ª série, paletó de pano e óculos de Harry Potter. Ele não é um lenhador, mas como um campeão da teologia e educação cristã em uma cidade que é hostil a ambos, ele é um dos homens mais fortes que eu conheço.

Outro exemplo de masculinidade é Chuck Colson, fuzileiro naval, que antes de ir preso - já convertido à Cristo - era o "homem do machado" e "cara durão" de Nixon. Não era incomum ver Chuck derramando lágrimas devido a verdade do Evangelho, ou diante de uma vida transformada. No entanto, ele tipificava a força masculina como deveria ser.

Um dos Padres da Cristandade, Irineu, disse: "A glória de Deus é o homem vivo". E o homem vivo não se faz de vítima, nem chafurda em um senso de direito. Ele abraça o mandato de criação para "encher a terra e sujeitá-la." Ele é um criador, não um recebedor perpétua.

É este tipo de masculinidade que está desesperadamente escassa nos dias de hoje. É um tipo que não tem nada a ver com o quanto você pode levantar no supino.


[1] No original: “If you’re the average Millennial male, your dad is stronger than you are. In fact, you may not be stronger than the average Millennial female. (...) The very idea of manual labor is alien to you, and even if you were asked to help, say, build a back porch, the task would exhaust you to the point of uselessness. Welcome to the new, post-masculine reality.”  Link original: http://www.nationalreview.com/article/439040/male-physical-decline-masculinity-threatened. (David French escreveu uma continuação desse artigo aqui: http://www.nationalreview.com/corner/439204/course-physical-strength-important-masculinity.)

[2] Link: http://religionnews.com/2016/08/30/how-the-christian-masculinity-movement-is-ruining-men/